Alfinetolândia

setembro 20, 2009

relações humanas sob à luz da mudernidade

Filed under: Uncategorized — Alf @ 9:29 am

falar sobre o ser humano é algo muito complicado. tem gente que passa 5 anos numa faculdade de antropologia e não consegue. vai pro mestrado e também não consegue.  aí, no doutorado, resolve estudar história, geografia o filosofia porque não chegou à lugar nenhum. psicologia, então, nem se fala… tem umas pessoas que desaprendem como lidar com os outros

claro, afinal, os tipos humanos são os mais diversos possíveis. ainda assim, creio que pra um antropólogo ou psicológo o que falta de verdade é abordar o material certo sob a perspectiva certa. acredito que o mundo muderno dos tempos atuais de hoje em dia dê boas idéias a abordagens.

vejam, por exemplo, europeus em férias. tem uns caras que saem de bairros super organizados e confortáveis em cidades como munique e aí, não satisfeitos com sua vida de europeu-padrão, os caras resolvem vir passar férias no brasil. sacumé, turismo sexual, mulatas sensuais (e loiras, ruivas e morenas também), calor, cerveja, capirinha, comida como eles nunca comeram…. mas, então, não satisfeito com a exoticidade de todo o seu passeio o cara resolve se hospedar na favela.

é isso mesmo. é verdade!

tem europeu que vem pro brasil, se hospeda no morro, dorme no chão do barraco, passeia pela comunidade toda, vai nas melhores rodas de samba e desconfio que até mesmo tenha como atividade em grupo fazer arrastão na orla. no fim, acaba levando cápsulas vazias de balas de fuzil, que ele deve ter pego depois de presenciar um confronto com a policia.

acho que estudar esses caras deve ser algo bem interessante.

e existem mais coisas que a mudernidade traz.

vejam sex and the city, por exemplo. você, que tem uma namorada que gosta, deveria assistir com ela. foi o que eu fiz. você agrada a patroa e consegue créditos gigantes para eventos seus, vê umas minas peladas de vez em quando e de quebra ainda aprende coisas que podem ser importantes.

a série, pra nós, homens, normalmente só se salvaria quando as minas aparecem como vieram ao mundo. mas não é só isso. durante quase todos os espisódios das seis modorrentas temporadas o autores descrevem perfeitamente a característica mais peculiar do comportamente deste estranho, belo, desejado e adorado ser ao qual chamamos de mulher.

penso sinceramente que se houve um cara ajudando no roteiro e história da série ele quis deixar uma prova clara que servirá de documento histórico futuramente, provando quase que irrevogavelmente que as mulheres não sabem o que querem. se não teve, foi o reflexo mais claro da história contada pela autora.

sim, elas não sabem.

não, não seja idiota. é uma generalização. existem exceções, claro. e algumas vezes quase todas sabem algo que querem. mas outras nunca souberam. o que a série mostra é que normalmente as mulheres sabem que sapatos querem. ponto. e mesmo isso leva algum tempo pra ser decidido. se estiverem em comitivia, então….

veja as quatro indecisas da séria,, discutindo todo o tempo todo, sobre algo do que elas reclamam bastante, sofrem, choram, brigam, depois voltam, aí brigam de novo, aí tudo acaba em sexo, chocolate ou alguma moral da história água com açúcar.

isso acontece em todos os episódios.

depois de assistir ao bode, comecei a olhar à minha volta.

desconfio que minha avó nunca tenha sabido muito bem o que queria.

tenho diversas amigas que realmente não sabem o que querem. você conversa com elas e elas mudam constamente os pontos onde parece residir a discórdia, ficando numa confusão enterna.

minha irmã chega ao ponto de não decidir até as 7 da noite se o céu está claro ou escuro. quando chega as sete da noite, ela leva até as seis da manhã pra decidir se está escuro ou claro. mas também  não consegue. aí, depois fica até as sete da noite…

mas minha mãe, por exemplo, já sabe de algo que quer.

esse fds foi com uma amiga para a praia. obviamente, aproveitei pra bagunçar tudo o que eu pude, mas arrumei depois.

então, ontem a noite, fazendo pizza, pensei que tinha três noticiais sobre a pizza. uma boa, uma ruim e uma pior ainda.

a boa noticia é que depois de uns 5 anos sem fazer a tal da pizza, parece que acertei a massa, e então a pizza ficou boa de verdade, como pode ficar num forno de cozinha.

a má noticia é que ela não vai comer por que já acabou.

e a noticia pior ainda é que ela não vai poder reclamar da bagunça porque está tudo arrumado.

hum… pensando bem….

é ilusão minha.

ela vai achar algo pra reclamar. e aí entra o outro lado da história. porque quando uma mulher decide algo, ela dificilmente não consegue fazê-lo.

Anúncios

setembro 15, 2009

rubinho e minha mea-culpa

Filed under: Uncategorized — Alf @ 9:58 pm

Por mais que eu seja um admirador fanático de futebol, e muito, muito mais torcedor fanático ainda pelo Corinthians só tive três ídolos, se é que posso chamar assim, dentro do esporte. Dois deles, incrivelmente, foram na F-1 e um no futebol. José Ferreira Neto, Ayrton Senna da Silva e Michael Schumacher, representam esportivamente coisas que eu admiro.

Eu sou corintiano e não preciso explicar porque sou fã do gorducho que ganhou o título de 90 quase sozinho.

Senna também era corintiano. Bem fanático, como quase todos. Mesmo que isso me faça puxar sardinha para o lado dele, eu mesmo não tenho muitas condições de achar que Senna era mais piloto que Michael Schumacher. Senna era muito mais maluco na fase madura da carreira e corria melhor na chuva. E era corintiano, algo que conta inúmeros pontos, além de ter comido a Xuxa quando todo moleque brasileiro ainda pagava pau praquela loira morfética.

Michael Schumacher tem uma história muito corintiana. Muito antes de ser o melhor do mundo, nasceu numa familia pobre, numa região pobre da Alemanha Ocidental, onde o seu pai, um padeiro quase falido, vendo a paixão do filho por máquinas velozes e carros, acabou por construir com suas próprias mãos com peças de carros abandonados, um Kart onde Michael começou a praticar o esporte e ganhou alguns campeonatos. Schumacher, diferente de Senna manteve o velho espírito de doidera da F-1 por menos tempo que o brasileiro. Só foi louco no início da carreira. Até o primeiro título, no fatídico ano de 94.

Mas ele reconstruiu a Ferrari praticamente sozinho também. Foram sua a orientação e idéias que trouxeram a Ferrari de volta ao topo da F-1. Até que ele ganhasse um título com a Ferrari, acho que foram mais de 20 anos de seca. Algo bem corintiano, diga-se de passagem… Após o primeiro título, conquistou mais quatro com a Ferrari e, conquistando ao todo 7 títulos e batendo todos os recordes possíveis. E Schumacher só perderia facilmente para Senna embaixo de muita chuva, por que também mandavam bem em pista molhada, ainda que um terceiro piloto, que só agora consegue fazer com que eu volte a nutrir certa admiração por ele tenha sido o único melhor que o alemão em pista molhada: Rubens Barrichello.

Era primeiro de Maio de 94. Um domingo quase como outro qualquer, se não fosse o primeiro feriado com o qual eu dei conta que teria sido um terrível desperdicio de energia de vagabundagem, zoação e aloprações, se tivesse sido um feriado de Dia do Trabalho anormal apenas por ter caído num domingo. Foi o dia em que o Segundo ídolo que eu tive no esporte, Senna, bateu a cabeça e as botas na Tamburello, em Ímola, pista localizada no mais do que completamente inútil país de San Marino. Acho que a única glória esportiva, ou qualquer glória de qualquer espécie, de San Marino foi ser o lugar onde um dos mais cultuados pilotos de todos os tempos foi desta para uma melhor.

Nesse mesmo fim-de-semana, um jovem brasileiro, corintiano e promissor piloto na F-1 sofreu um sério acidente que quase acabou com sua carreira e com a sua vida.

Sobre os infelizes ombros de Barrichello caíram muito mais que as esperanças de vitória de um povo imbecil, num esporte que aprenderam a gostar. Brasileiro, de fato, é um povo rídiculo. Se eu acho qualquer tipo de nacionalismo algo totalmente escroto, ser nacionalista num país que preza por fuder sua vida 366 dias por ano, bissexto ou não, é uma idiotice sem tamanho. Seleção brasileira é divertido, mas nada além disso. Prefiro mil vezes o Curintia campeão brasileiro que o “Brasil” campeão do mundo. Não, não acho que a culpa é só dos políticos. Eles são um sintoma, não a causa.

Outro sintoma de como “brasileiro” é um tipo idiota é a cobrança que Galvão Bueno e os pretensos fãs de última hora fizeram com o moleque.

Eu tinha um amigo cujo apelido, não por acaso, era Bozo. Bozo e nossos outros amigos me enchiam o saco por causa da minha torcida pelo alemão. Diziam eles que o “Rubinho é MUUUUUITO melhor que esse Schumacher ruinzão”. Dizam todos, diziam sempre. Quer dizer… como todos bons são paulinos (não tinha como deixar passar), só assistiam as corridas da madrugada quando aprontavámos alguma balada num lugar com teve. Sequer viam as outras corridas pra poder falar algo. Então, fui pegando antipatia com o Rubinho. Motivo idiota, pois adolescencia é um idiota, afinal. Todo mundo foi adolescente um dia, pena que não foi um só dia. Que eu torcesse pelo Schumacher, era uma coisa. Mas pegar antipatia pelo Rubinho é algo que só um cara frustrado por não ter feito o xaveco certo na gostosa da balada pode fazer, quando tem a idade certa pra esse tipo de rídiculo.

Pois bem, o tempo foi passando. E aos poucos eu fui parando de acompanhar a Formula 1. Desde o quarta título do Schumacher eu já não via direito. Me preocupava muito mais com o futebol que sempre curti de verdade. E como chegava a época dos primeiros vestibulares, dos xavecos feitos do jeito certo, das bebedeiras que acabavam bem, eu fui aos poucos deixando a f-1 de lado.

Mas nunca entendi porque idolatravam tanto o Rubinho. Ele era um ótimo piloto. Teria sido o melhor de sua geração se não tivesse topado com o melhor de todos à sua frente. E como não entendia a carga imposta em cima do cara, achava que ele só não ganhava quando tinha chance porque era obrigado por contrato, como foi feito em 2002, na Áustria, quando deixou Schumacher passar na última curva.

Ele também não conseguia encarar o Schumacher usando o que pudesse usar de seu potencial, por que Rubinho é evidentemente uma pessoa que não é gananciosa. Ele ganhou muito dinheiro com a Ferrari. Ele ganhou um respeito mundial no circo da F-1 que quase nenhum piloto tem. É extremamente querido em todos os lugares onde passou. Ele tem uma veia para certar carros e desenvolver os projetos como talvez nem Schumacher tenha tido. Talvez só Piquet tenha tido uma sensibilidade tão grande. O prórpio Schumacher sempre ressaltava como gostava e como respeitava Barrichello e quão importante era ele. Rubinho não ganhava porque jogava pro time. Além disso, ele é geminiano. E quando ele não fode as coisas, a maldição dada pelo universo em seu nascimento em 23 de maio faz com que a zica caia em cima dele.

Rubinho é azarado pra caralho. É um puta dum piloto, mas teve que competir com o maior de todos com a responsabilidade de substituir o segundo maior de todos, mas o que era o mais querido no país onde os dois nasceram. Ele fritou por um tempão nessa onde de piloto de time, piloto bom, mas não o maior, piloto bem sucedido mas não reconhecido em casa (tá vendo como nacionalismo é uma merda?).

Quando nada disso acontecia, todas as merdas de quebras, panes e acidentes aconteciam com ele. Acontecem até hoje, aliás. Eeste ano ele teve 7 quebras e erros de equipe contra um do seu companheiro de equip e líder do campeonato, Jenson Button.

Só que ele já foi duas ou três vezes vice-campeão mundial e escreveu seu nome na história da Ferrari e da F-1 como o piloto que mais GPs disputou. E agora, quando ninguem mais lembrava o acreditava nele, parece poder disputar pra valer o seu primeiro título na F-1.

Agora vejam outros lados:

Felipe Massa recebeu uma Ferrari pronta para ganhar. Teve a equipe trabalhando para si, contou com a sorte duzentas vezes, mas teve azar também. Não teve que disputar o título que pode disputar com o melhor da história. Disputou com uma promissora revelação, que na verdade, não tem nada demais. E não conseguiu o título, porque deixou escapar pontos por burrices e imprudencias.

Massa é adorado por um monte de fãs de fim de campeonato. Rubinho não. Rubinho é detestado. E eu não estou falando de piadas. Massa é um bom piloto, mas Barrichello é melhor. Barrichello teve muito azar a carreira inteira, conseguiu ficar onde está até hoje por competencia. Massa teve muito mais sorte que azar e ainda não teve tempo de mostrar se vai ser realmente competente, ou se vai ficar pra História como mais um da espécie dos Michelle Alborettos da vida. Um desastrado que deu sorte uma época.

Brasileiro tem memória curta e não deve se lembrar das piadas de antes e depois da morte do Senna. Em 93, em seu último ano na McLaren, muitas vezes foi chamado de tartaruga e houveram muitas piadas e insinuações de porque ele sempre estava atrás do Prost. Aqui, todo mundo vira santo e ídolo só depois que morrer.

Massa é reflexo da parte mimada e incompetente de um povo mimado e displicente. Foi idolatrado agora. Quem sabe amanhã?

Vai Rubinho! Tenta ganhar esse campeonato! Ganha e se taca fogo dentro do carro que você vira herói nacional!

Vai todo mundo dizer que NUNCA te xingou.

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.