Alfinetolândia

julho 21, 2009

futebol e as mulheres

Filed under: Uncategorized — Alf @ 12:22 pm

os estudos mais recentes sobre o esporte mais popular do planeta, dizem que ele explica, definitivamente, o mundo.

bem, se futebol explica o mundo, ou não, vai da paixão que cada pessoa tem pelo glorioso esporte bretão.

acontece que o mundo explica uma parte bem importante do futebol.

as mulheres, ou melhor alguns tipos de mulheres, e seu relacionmento com o dinheiro eo marido, podem explicar o comportamento de torcedores de alguns clubes.

eu explico.

e como moro em são paulo, explico pelos clubes daqui.

veja, sabe aquela senhora italiana.? 4 filhos bem criados com pastacciuta e vinho. já tem 12 netos. e logo chega o primeiro bisneto. seu marido, é um velho bonachão e simpático italiano. porém, as vezes briguento e rabugento, outras chorão. mas é muito respeito e querido pela familia, colegas e amigos.

esta senhora briga com o marido por tudo o que ele faz. implica com o menor de seus hábitos. reclama dele para filhos e netos, e também para toda a vizinhança a todo o momento.

quando ele tem dinheiro, reclama que ele precisa gastar. quando ele gasta, reclama que deveria guardar. quando ele não tem, reclama que deveria ter guardado e trabalhado mais.

só que quando ele, o marido bonachão, fica doente ou tem alguns problemas, ela, a esposa implicante, praticamente morre pelo marido. ela é chata, cobra, implica com absolutamente tudo. mas está com ele.

essa mulher é a torcida do palmeiras.

agora pense numa coroa enxuta. ela está bem, mas não tem o brilho de antigamente, de quando era casada com aquele moço brilhante, bem sucedido, admirado e querido por todos. era, porque ele morreu.

essa coroa, que ainda tem parte da beleza dos velhos tempos, volta e meia arruma um garotão para passar bons tempos. por sua vontade de viver e incapacidade de se entregar aos problemas e perdas, ela tem a admiração de todos.

essa coroa, é a torcida do santos.

pense na amélia. aquela da música. ela mesma. aquela que era mulher de verdade. aquela que quando ele não consegue, ela resolve sozinha. e nunca, nunca o abandona.

amélia, é a torcida do corinthians.

agora pense naquela menina linda filha de políticos no brasil. vem de uma familia muito rica da classe política e casou com um grande empresário. seu pai, um político influente, arranjou alguns contatos “meio obscuros e questionáveis”. assim, o marido construiu uma grande mansão. agora, ele é rico e tem uma bela casa.

só que como toda empresa, as vezes as pessoas passam por dificuldade. a menina chorona e mimada, toda vez em que o marido chega perto da falência, ela vai embora e ameça nunca mais voltar enquanto ele não for rico de novo.

essa, bem, essa é a torcida do são paulo!

entendem como a coisa funciona?

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mentiras

Filed under: Uncategorized — Alf @ 12:21 am

mentir é um ato tão humano quanto guerrear, trepar, beber comer ou respirar.

quem está falando que nunc mente, está mentindo.

claro que existem pessoas que prezam por não ter A mentira como modo de viver. aquela gente que não vive eternamente de 171 e não precisam ficar desconfiando de todo mundo. como não vivem passando ninguem pra trás, também não tem muitas preocupações neuróticas de ser passado para trás.

eu minto? sim! minto muito? não muito..

mas lhe advirto que se vc conseguir mentir para mim você pode se considerar um eximio mentiroso. só não pense que por não ter lhe esbofeteado a cara, eu acreditei em você, ok?

bem, com esta característica infernal de sacar mentiras, achei pertinente que junto com o “dossiê dormesujo” eu discorresse tambpem sobre este divertido ato de por um nariz de palhaço na fuça alheia.

primeiramente, devo lhes informar, bando de malditos, que existem apenas três tipos de mentira:

para tanto, irei usar as GRANDES MENTIRAS DA HUMANIDADE, frases universalmente reconhecidas como mentiras, mas que por serem idiotas e confiarem em gente estúpida vocês caem a todos os momentos.

o primeiro tipo são as mentirinhas. são aquelas que você conta com o intuito de puxar papo, aliviar um pequeno stress ou dar umas risadas sem muitas consequencias medonhas, a principio. então, talvez, a maior delas seja exemplificada no seguinte dialogo:

– eae, cara!!!

– eae, mano! tudo bem?

– porra, há quanto tempo! que cê anda fazendo?

– ah, nada demais… aquela vida de sempre. acabei de sair do trabalho e estou indo pra casa.

– pô, podescrer… mas vamos tomar uma cerveja. vamos por o papo em dia. senta aí, velho!

– nem posso! os pais da minha esposa vão pra casa logo mais e você sabe como é…

– ih, rapaz! nem esquenta!! é só uma cerveja!!

horas depois de uma conversa extremamente engraçada e de várias cervejas (e muitas mentiras també, pq não?),  o bom pai de familia, chega em sua residência trançando as pernas e encontra a esposa chorando com a mãe ao seu lado e o pai caçando a ultiam cerveja importada na geladeira.

o resto? o resto é história…

todos sabem que não existe essa história de UMA cerveja. ou você fica até te chamarem pra algo melhor, ou até o papo acabar, ou normalmente, até o bar fechar. esta é a primeira grande mentira da humanidade. e também o melhor exemplo de uma mentirinha, já que não teve por intenção ludibriar ou prejudicar alguem. uma cerveja, na verdade, é praticamente um mito, parte do folclore dos botecos nacionais!

o segundo exemplo do primeiro tipo de mentiras, a mentirinha, é o famoso jargão virgem-pueril só a cabecinha.

está lá o casal se pegando nas escadas do prédio e o clima começa a esquentar. a renata começa a ficar mais e mais vermelha, quase roxa, as vezes. o leandro, começa a suar e tremer as pernas. de repente, caem peças de roupas, e a menina, naquele medo cabaço de cabaço fala:

-aí, lê! ainda não! não tô pronta.

-calma, rê, não vai doer nada! vou por só a cabecinha.

eu nunca soube de um caso onde esta mentira tenha funcionado. até mesmo porque pau não tem ombro. mas mesmo eu já a utilizei. lá pelos meus longinquos 15 anos.

um outro exemplo de mentirinha, mas que não faz parte do rol das grandes mentiras da humanidade, é a reação usual a diuturna abordagem mendicante no farol.

– aê, tio! descola um trocado!

nesse mesmo instante você lembra do cinzero abarrotado de moedas de 1 real e lança para o moleque remelento vestindo uma camisa velha do curintia, que provavelmente lhe abordou por você tambem vestir uma camisa do coringão:

– pô, corintiano! nem tenho mais! dei a ultima moeda no outro farol!

o moleque abre um sorriso:

– firmeza, tio! a gente se vê no pacaembu! (esta também é outra mentira. mas não entra nos autos)

o segundo grande tipo de mentiras é muito mais sério. são as grandes mentiras:

um belo dia, você, bela moça, no alto de seus 21 aninhos, crescida nos jardins, estudante das melhores escolas de são paulo (ou qualquer escola cara, que o dinheiro pode pagar, em qualquer lugar do mundo) e que vai todo dia pra academia pensando em como ganhar um marido rico, vai com seu atual namorado filho de banqueiro ao motel.

lá, ele saca uma camera, e você, a principio fica timida. mas vai se soltando, fazendo poses mais e mais sensuais e, por fim, se deleita imaginando sua conta recheada de dinheiro, pois imagina que está posando para o jr. duran e vai sair na playboy do próximo mês. a foda é inesquecivel (ela nem tem idéia), mas acaba. aí…

-amor, só não mostra pra ninguem essas fotos! eu fiz porque amo você e quero que você sempre lembre de mim quando eu estiver longe.

– claro, amor! pode deixar que depois eu apago!

pronto! fudeu! e de um jeito terrível!

esta, até hoje, não era considerada uma das três grandes mentiras da humanidade. até mesmo porque elas só eram três. mas achei por bem aumentar o número para 4 e esperar a 5 grande mentira, que a modernidade vai se encarregar de trazer.

seis meses depois (ou nem isso), o namoro acaba com a mina pegando um outro cara e o namorado sabendo pelos amigos de faculdade.

aí, a moça vai se lembrar pra sempre do seu momento inesquecivel!

apenas esqueceu que não era uma das putas da playboy na grécia. mas sim, uma das putas dos jardins na anchieta. aí, é tarde! você vai ficar famosa no mundo inteiro! mas não do jeito que queria. até mesmo porque a playboy é muito careta para o seu talento artistico.

outro exemplo de grandes mentiras é dado bienalmente. sequer vou explica-lo. apenas sua menção vai você entender, após o exemplo anterior, que grandes mentiras, são aquelas em que caímos e que fodem nossa vida por um grande tempo.

– se eu for eleito, prometo…

se uma camera e umas cervejas na cabeça, fodem sua vida mais que seu ex fez durante todo o namoro onde vocês estouraram o cartão no motel, essa frase fode a vida de todo mundo por 4 anos, no minimo. e até hoje, ninguem descobriu um bom meio de escapar desta grande mentira da humanidade.

por fim, resta o terceiro grupo de mentiras humanas. nele está contido todo o resto, ainda que não seja de maneira explicita.

o que ninguem sabe é que este é o pior tipo de mentira. aquela em que todo mundo acredita porque um babaca que sabe usar uma calculadora cientifica ou leu pela metade um livro mal-escrito e pessimamente traduzido do idioma germânico, disse que era o mais perfeito reflexo da realidade pois eram dados estatísticos.

a estatística é o pior tipo de mentira da humanidade. e diferente das outras, aquela em que quase todos acreditam por que realmente acham que é verdade.

e a estatística engloba todos os outros tipos de mentira. quando não por apresentar numeros, por apresentar um grande número de idiotas que acreditam nela.

pense que, num belo dia, você está na faculdade fumando e tomando um café. de repente, chega aquele seu amigo que não acredita em propriedade privada e te chama para uma cerveja antes do próximo período.

obviamente, iludido pela retórica extremamente convicente da maior mentirinha da humanidade você aceita. claro que o fato do seu amigo ser o maior porra louca e ter histórias engraçadas e amigas que também não acreditam em propriedade privada (principalmente aquelas que estão no meio das pernas, o que é extremamente animador) e que são ajeitadas, também pesa.

então, vocês tomam um engradado de cerveja e descobrem que estão atrasados pra aula. seus amigos não estão nem aí, mas você quer voltar pra aula.

acontece que boa parte do grupo se dispersou e todos resolvem voltar. no caminho, um deles acende um baseado e te oferece. você recusa. então, seu amigo lança:

– pô, não entendo você! você é mô careta, aí! deixa de ser filhonho da mamãe! ninguem vai te chamar de bandido… é estatisticamente comprovado que maconha mata menos que cigarro.

você, ser ingênuo, até pensa nisso. mas esquece uns dias depois, já que você nem curte o cheiro de maconha.

ficam apenas duas coisas gravadas nos confins de sua mente: o fato de que você vai ter que entender que maconha é legal porque mata menos que cigarro! estatisticamente comprovado!

nem lembra que seu amigo, e nem você, pensaram que podem existir milhões de motivos para que você não queira fumar maconha. e nenhum deles relacionado com preconceito ou com números sem cabimento.

você até mesmo esquece que enquanto seu amigo o critica por não fumar, você não o criticar por o respeitar. mas ninguem liga pra coisas que os números crus não mostram.

mas nem encane! elas são dificeis de entender! até poderia usar mais exemplos, mas depois ligo esse texto com a próxima parte do “dossiê dormesujo”

mas sim, essas coisas são muito dificies. tanto é que algum economista ou sociologo de renome e com muitos livros vendidos, fez os números pensarem para você e decidirem sua vida.

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