Alfinetolândia

abril 29, 2009

Filed under: Uncategorized — Alf @ 7:45 pm

ultimamente, eu ando percebido que tenho tido alguns problemas pra me fazer compreender por grande parte das pessoas do meu círculo intimo.

então, estava conversando com a gloriosa penélope e ela me disse:

“você se espanta? as pessoas apenas esperam que terminemos de falar para que elas comecem. quando, nas rarrissímas vezes em que deixam as palavras entrarem pelos ouvidos, não fazem esforço algum pra entender  o que está sendo dito”.

tive que dar o braço a torcer.

observem esse singelo post de uma pessoa declaradamente sarcástica, irônica e que não se importa em ser rude. atentem aos comentários da plebe ignara.

até então eu achava que o problema era só meu.

como penélope é uma pessoa de minha estirpe, entendi que o problema era nosso. mas além do problema com pedro nunes, vi tantos outros do mesmo estilo, com outras pessoas, que entendi que o problema não é meu.

é de vocês!

bah!

eu estava achando que iria precisar começar a usar um sinal qualquer quando fosse irônico, sarcástico ou estivesse exagerando deliberadamente para que as pessoas me entendessem.

achei sinceramente que eu poderia exagerar nas minhas colocações, que seu sentido grotesco não ficara claro.

nisso, pensava eu que o problema da dificuldade que ando encontrando em me comunicar com vcs, reles seres humanos, era toda e tão somente minha. eu que não sabia me expressar a contento.

estava pensando em tentar ser uma espécie de jesus alfinho e semear a paz. arranjar um trabalho voluntário e, ao invés de beber cerveja, estudar história e ir atrás dessa coisa maravilhosa de meudeus chamada mulher, eu deveria ocupar o meu tempo apenas em coisas como ser florista, torcer para o são paulo ou alguma outra ocupação que aplacasse meu lado ogro, raivoso e tosco.

apenas para dar a vocês, idiotas, a chance de conviverem com uma pessoa de inteligência declarada e assumida.

 

mas desisti completamente. não vale a pena. além de não ter sentido algum, vcs não merecem. não vale a pena tentar conviver com quem não quer.

a penélope tem razão.

o máximo que eu vou fazer a partir de agora é falar “ligue isso que você chama de cérebro pra falar comigo, animal”.

nada mais para este mundo. 

vamos tacar fogo em tudo e começar de novo!

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abril 22, 2009

das paixões e do homem

Filed under: Uncategorized — Alf @ 12:22 pm

esses dias eu andei vendo documentários importantissímos sobre maravilhas da humanidade.

no primeiro que eu vi, num sábado modorrento no trabalho, “heavy metal : a headbangers journey” o autor faz um documetário sobre a história e a atual vida do estilo de música com os fãs mais apaixonados.

ele começa falando de sua paixão pelo iron maiden que o levou a entrar de cabeça no mundo do metal.

num dado momento, entrevista um dos ícones “cults” do heavy metal, rob zombie. rob diz uma frase que define muito bem a paixão.

“ninguem deixa de ser metaleiro. ou vc é ou nunca foi. niguem diz que gostou de slayer num verão. normalmente os fãs tatuam o slayer no peito”.

é assim que o apito toca. 

normalmente, os fãs começam invariavelmente por iron maiden ou metallica.

e é fácil descobrir se um dia eles podem deixar o metal de lado e se tornarem parte do que “nunca foi”. 

qual o album preferido desses dois? fear of the dark e black album?

sorry! vc tem grandes chances de um dia vender seus cds e virar um grande fã de zé ramalho.

no caso do metallica, é fácil de observar o porque. black album é o album comercial “per excellence” do metal. 

no caso do iron, é impossivel aplicar esse mesmo ponto. não existem albuns comerciais da donzela.

mas talvez fear of the dark seja o pior dos grandes albuns do iron. daqueles que ecoaram pelo mundo, mesmo sem ser tocado em rádio, fear of the dark é o album que marca um ponto importante na história da banda, que ilustra bem como as coisas morrem pra renascer depois. é um album mediano, em se tratando de iron maiden. o que já mostra enormidade da banda.

outro documentário importante foi flight 666, sobre “a somewhere back in time tour”.

dada a logística e idéia da empreitada, é com certeza uma das maiores turnês da história. o filme mostra isso e mostra um pouco daquilo que pouco é revelado: a vida do maiden a partir de seus integrantes.

num momento do filme, é filmada uma entrevista do bruce com um jornalista de uma grande rádio americana.

o cara pergunta ao bruce se aquela turnê foi pra relembrar os bons e velhos momentos.

irritado, bruce responde que não. a turnê é pra aqueles que nunca viram, possam ver músicas que o iron não toca a 25 anos.  isso é intercalado com comentários de que a platéia do iron é mais ou menos a mesma.

isso me mostrou no filme algo imporntante. metaleiros, sãojovens que crescem com algo de diferente. que não aceitam tudo o que lhes é dado. que a música nesse ponto cumpre seu papel. encontrar o mundo através de si mesmo.

é outra coisa que ilustra bem a paixão. 

 

e o terceiro foi fiel, o filme.

aqui só cabe uma passagem, inspirada em o que rob zombie disse.

“corinthians: ou vc é ou nunca foi. ninguem gosta do corinthians pq o corinthians ganhou algo. mas pq o corinthians nunca para de lutar”

corinthianos e metaleiros são assim. eles encontram o mundo através de si mesmos. de suas paixões.

de sempre lutar. de mesmo perdendo, nunca desistem.

se o futebol é uma metáfora que ilustra o mundo, isso mostra como e porque certas coisas morrem e outras permancem.

pq elas nunca sucumbirão a modinhas ou grandes derrotas.

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