Alfinetolândia

maio 31, 2008

a casa, essa desconhecida…

Filed under: Uncategorized — Alf @ 5:37 pm

marcurélio do jmc estava falando de suas agruras com uma torneira, agora que ele está morando sozinho.

eu não moro sozinho. mas sou eu quem cuida de determinadas tarefas cotidianas aqui em casa. supermercado, consertar coisas como chuveiro, interruptores, trocar lâmpadas e todas essas coisas para as quais nós, homens, ainda somos necessários.

apesar de fazer tudo isso há um bom tempo eu ainda me atrapalho com essas tarefas. nem tudo sai como deveria, nem tudo é prático e nem tudo eu consigo consertar.

tive que consertar o chuveiro dos meus irmãos hoje. o chuveiro queimou e o meu irmão quebrou o cano d’água tentando trocar (delicadeza é um dom de familia), e como ele ia trabalhar, eu fiquei de trocar. obviamente, nada muito dificil. mas uma hora, uns três metros de fita veda-rosca e quarenta centimetros de fita isolante depois, eu terminei. isso porque eu tenho prática.

primeiro pq eu não achava as ferramentas. até descobrir que elas estavam embaixo do meu nariz. depois, tudo instalado, descobri que havia um gnono bem pequenininho dentro do cano que jogava agua pra fora e fazia com que a junção do chuveiro com o cano vazasse. obviamente, eu fui imprudente e já havia ligado os fios antes de me certificar que essa parte estava tudo ok e sem gnomos. idiota, a criança. e aí vai… desconecta o fio, desencaixa o chuveiro e passa a veda rosca, mata o gnomo.

e não é que fita veda-rosca estava viva e caiu no chão de mais ou menos um metro e meio de altura parecendo aqueles rolos de papel higiênico que a galera joga no estádio? sensacional, não?

depois foi um parto pra encaixar o espelho da tomada na parede. fazendo força, empurrando o treco para a parede, quase caí da escada por causa do chão molhado.

com o chuveiro, foi só.

nem devia, mas vou falar do rolo pra consertar a lâmpada do meu banheiro que está quebrada há só uns seis meses… ela estava temperamental. funcionava quase direito, mas de vez em quando, ficava brava e não funcionava. um dia, ao voltar de paraty, descobri que a eletricidade havia brigado comigo e resolvido parar de funcionar completamente. orgulhoso, não quis nem saber. tomava banho no escuro, apenas com a luminosidade do cômodo contíguo. até hoje quando resolvi consertar.

mais uma hora e nada de resolver. depois de quase quebrar o platon, cortar e re-colar fios, encaixar platon e descobrir que sequer eu sei onde está o problema, continuo com a luz queimada e com uma namorada que reclama da luz. nessa não vai ter jeito. vou ter que chamar ajuda especializada. do jeito que a eletricidade é temperamental vou precisar de ajuda de um físico nuclear, de um psicológo e de um filósofo especializado em hannah arendt pra convencer a luz dos males que o totalitarismo trás aos seres humanos.

Anúncios

maio 8, 2008

confusão

Filed under: Uncategorized — Alf @ 5:44 pm

muitas idéias, coisas acontecendo, mas sem tino pra escrever.

se eu passar a depender disso vou estar na lama.

me comprometi a ajudar uma amiga num trabalho e até agora minha parte não saiu. preciso faze-la logo, raios!

forçando um pouco a barra, as coisas que me vem a cabeça são relativas a tudo que está acontecendo.

nisso, só posso dizer que, se você não olha pra dentro de si,  você não encara seu maior medo: se descobrir.

realmente quase nignuem faz isso e os que fazem acabam se tornando umas espécies de párias onde vivem. afinal, quem é louco o suficiente pra questionar a natureza?

para mim, seria angustiante não questionar tudo o que eu posso. as vezes, eu fico frustrado quando percebo que não dá pra saber tudo. não dá pra saber tudo, mas você pode aprender a questionar cada vez mais e subir mais um pouco na escada do conhecimento.

é.

aquela mesma que quanto mais você sobe, mais você percebe que tem que subir.

é mais cômodo ficar lá embaixo e simplesmente “aproveitar a vida” e não perder tempo pensando. só que você fica olhando para o próprio umbigo e mesmo assim não consegue encontrá-lo. então, vem a angústia. e aí, compra um carro ou um relógio que a angústia vai pra baixo do tapete. e ela fica lá até você adoecer ou perder o rumo na vida. e quando a ressaca vem, você põe a culpa no outro que simplesmente está ali.

afinal, faça o que fizer, enquanto você não olhar pra si mesmo e conseguir se encontrar, a culpa sempre vai ser do outro.

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.