Alfinetolândia

maio 12, 2011

Celebrity Collage by MyHeritage

Filed under: Uncategorized — Alf @ 5:58 pm

MyHeritage: Árvores genealógicasGenealogiaCelebridadesCollageMorph

março 4, 2010

Trilhos

Filed under: Uncategorized — Alf @ 12:59 am

quando adolescente eu tinha um colega que era conhecido pela suas observações toscas e sem sentido.

um belo dia, andreas, esse rapaz, começou a trabalhar. depois disso, pouco o víamos.

na real, sequer fazia muita falta. suas piadas não eram lá tão boas. não conseguia dar dois toques na bola sem rolar pelo chão. conseguia ficar parado olhando pro nada por umas duas horas a fio enquanto a molecada jogava bola.

andreas, na verdade, não era lá muito bom da cabeça. não que eu seja um exeplo de normalidade. mas as idiossincrasias do mancebo o faziam um sério candidato à alguma seita militarista-milenarista, igreja evangélica, escola secundária estadunidense ou faculdade de medicina.

bem, comecei a encontrá-lo de vez em nunca quando ia a algum sebo no centro de são paulo. sempre no metro.

um dia, uns três anos depois, andreas estava sentado num vagão de metro e, como sempre, olhando com cara de peixe morto pro nada. começamos a conversar e ele..

-é que é foda, cara. é muito foda. eu fico meio perturbado…

-com o que?

-cara, eu já vi umas dez pessoas se atirarem no metro. só essa semana foram duas. e ninguem fala nada! to tenso, véio…

eu tentei acalmar o moleque, que estava bem psycho, de facto. parece que consegui.

quer dizer, nem tanto…

a última vez que eu o vi, uns três anos depois acho que ele fazia faculdade de direito. quase!

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já no bacharelado, fiz um camarada que trabalhava no metro. por sinal, se chama andré.

contei a história e ele confirmou. ao menos uma pessoa por dia se joga nos trilhos.

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hoje, saí de casa atrasado e entrei no metro clínicas. mal entro no vagão e aquele barulho de sabre de luz:

wooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooon tchunnnnz

o maquinista desliga a composição. em alguns segundos:

-estamos aguardando liberação após retirada de objeto que caiu na linha na estação a seguir. permaneçam dentro do vagão. (algo assim)

-obejto? pensei… é algum saco de presunto, talvez.

assim, enviei um sms para amigos.

eis três respostas:

Art:

HAhahaha. nenhuma noticia nos portais.

(como se algum noticiasse suicidios)

Giu:

Meu deus, achava que essas coisas só aconteciam em filme.

Jeremias Nosso Herói.

-parenteses

jeremias nosso herói é um dos primeiro amigos que eu fiz na graduação. ele se fode tanto e tá sempre numas histórias tão engraçadas que o apelido foi inevitável. – fecha parenteses

chuta a kbc do corno. grato.

lindo!

esse é nosso herói!

dezembro 28, 2009

dez mais e blablabla

Filed under: Uncategorized — Alf @ 1:09 am

esses dias estava eu a navegar por um desses portais tipo grobo, terra ou sei lá qual.

eis que me deparo com mais uma dessas famigeradas listas dez mais. era uma lista das dez musicas mais legais, mais importantes ou sei lá que caralho de relevancia escrota que puseram de adjetivo no título pra merda da lista de dez mais da década

sei que eu conhecia uma música só.

e claro que não era a número um. nem ao menos me lembro qual era, porque obviamente se trata de uma lista de musica pop.

e eu não ouço musica pop, claro.

desta feita, animei-me a escrever as dez musicas que eu mais curti nesses últimos dez anos.

foi dificil achar lançamentos, siceramente. as melhores músicas de metal foram gravadas há mais de vinte anos. as de jazz, fácil há mais de 40. logo…

mas achei minhas dez músicas preferidas dessa minha terceira década de vida. poucos albuns, poucas bandas, pouca diversidade, exatamente como manda o deus metal!!

vamos lá!

eis que a número 10 é uma paródia

brothers of mambo

http://www.youtube.com/watch?v=RGMmgEWqmPg

ok, não é uma música que eu ouço quando estou afim de ouvir música. ouço quando estou afim de dar risada. mas vale a menção horrorosa pq é muito engraçado.

ouvi a primeira vez na viagem que eu fiz pra argentina em janeiro de 2009. rolava de dar risada da tosquice de uma das bandas que eu mais curto. satirizar o manowar é uma coisa simples. hermes e renato o fizeram magistralmente. os caras que gravaram essa versão, também. os manos de cuecas de couro e visual de guerreiros brega-trash dos anos 80 são uma das mais claras personificações do metal.

somos o que somos! somos ridiculos? foda-se! somos legais? foda-se! somos o que somos e continuaremos a sê-lo até quando quisermos.

pra mim, o rock morreu quando o grunge nasceu. a atitude de confrontação, coragem e determinação que sempre foi o diferencial do rock, desde elvis, lennon e jagger, ficou muito bem caracterizada como tendo acabado para o mndo mainstream da música, na vida  e na morte escrota de kurt cobain. um possível talento que se perdeu e se jogou no lixo. depois dele, pelas portas que ele abriu, vieram o que? foo fighters? the wallflowers? oasis, a grande farsa musical do mundo? charlie brown, a banda mais detestavel da história do universo, levando em conta pagode e afins? a ridicula nova cara do metallica? kurt cobain abriu uma porta onde só ele deveria ter passado. ele morreu, esqueceu de fechar e o rock morreu junto com ele. foi o último ícone de um genero que sobrevive só no seu filho mais tosco e sincero: o heavy metal.

coitado do mick jagger que tem que conviver com esses idiotas do oasis ou o rídiculo filho do bob dylan.

número 9

warriors of the world united

http://www.youtube.com/watch?v=FUQ0iGksgwg

ficou claro. eu curto manowar pra caralho…

acho muito divertido toda essa pose e as músicas pseudo-sangrentas. algo realmente faz bangear. metaleiros são corintianos da música. gostam daquilo e só daquilo. no máximo, curtem algum outro tipo de música que ao invés de explodir, faz com que o cabra reflita ou se introverta. normalmente jazz, blues ou musica clássica. corintiano é assim. gosta do corinthians. seleção, outros times e quejandos são coisas que servem de entretenimento. nada além.

warriors of the world united marcou uma fase muito legal minha. e está aqui porque é um dos inúmeros hinos que os metaleiros fazem ao metal. e viva a metalinguagem!

número 8

power and majesty

http://www.youtube.com/watch?v=owweWo-tL8g

edguy é legal pra caralho. tobias sammet tenta voltar aos anos 80. as vezes consegue, as vezes fica gay demais. não há problemas em soar gay. mas troque o chapeu de vaquinha pela roupa do dee sjnder! vai ficar muito mais divertido! os anos oitenta, parecem tem ensinado pouco ao tobias, ainda que ele queira revive-los.

essa música originalmente é do primeiro single deles, do meio da década de 90. essa versão é de 2000. muito melhor, ao meu ver.

junto com frozen candle me fizeram gostar de edguy e avantasia até hoje, mesmo todos os cds do edguy tendo saído bem abaixo desse primeiro album e o avantasia só ter mostrado que é muito melhor do que o edguy, o que não é lá nenhuma grande saga, em seu terceiro album.

as duas primeiras partes de avantasia the metal ópera, são muito dierentes entre si. eu queria que não tivesse havido o cd 2. é fraco, ruim, desconexo que nem esse texto. a primeira parte é muito mais legal. tem grandes momentos, mas o melhor deles é trazer de volta o timbre alto de michael kiske para o metal. mas não conte a ele que ele cantou metal! é capaz de ele surtar de novo e ir se esconder em seu castelo por mais dez anos!

número 7

http://www.youtube.com/watch?v=wGrvltnY_XI

real world – gamma ray

fora a donzela, gamma ray é minha banda preferida. kai hansen é foda e não deve nada a ninguem em termos musicais. o que não tem tem virtuose, compensa com criatividade e músicas que são simpáticas, alegres e divertidas.

essa é disparada a melhor música deles desde o powerplant, seu melhor album. aí está na versão ao vivo. mas a versão em estúdio é mais foda.

número 6

iron maiden

dance of dead

http://www.youtube.com/watch?v=YweqyZzL0uM

let me tell you a history to chill your bones: nada nunca foi, nem nunca será musicalmente melhor que o maiden. eu tenho muitos GRANDES e excelentes amigos, mas a obra do maiden é o meu melhor amigo. tem coisas do maiden que nada explica pra ninguém.

que fique claro… eu não sou tiete. não vou ficar me matando pra pegar um autografo ou fazer uma babação de ovo qualquer. a obra do maiden é que me é inestimável. só isso! nas entrevistas e em documentários, parecem caras legais, reservados e tranquilos. o que só me faz querer manter distancia. preservo o espaço deles e mantenhos os “ídolos”. como dizem os antigos, se você quer manter um ídolo, mantenha distancia dele.

número 5

http://www.youtube.com/watch?v=zRwG_Noz6Ww

manowar – gods of war.

melhor musica do manowar. simples assim.

números 4

isso mesmo! números 4!! hua!

eu não gosto de dez. onze é o número que eu mais curto. e aqui, conveniemente ligadas vão duas músicas na quarta posição.

amon amarth – thousand years of opression

http://www.youtube.com/watch?v=9oXITU16wGo

runas, odin, berserkrs e mitos nórdicos. nada mais alf. falta só cerveja e umas perversas peladas!

týr – by the sword in my hand.

http://www.youtube.com/watch?v=gH0y3_-jX3o

runas, odin, berserkrs, mitos nórdicos. nada mais alf. falta só cerveja e umas perversas peladas!

essas duas músicas são foda pra mim porque dizem metaforicamente muito sobre mim e o que eu penso de mim mesmo.

metaforicamente, porque não arranco a cabeça de ninguém com uma espada. uso patadas verbais mesmo.

número 3

the toy master -avantasia

tobbias sammet entendeu o recado que veio após cds medianos do edguy. é um grande compositor e uma imagem andrógina que agrada às femeas: deixe o front pra quem é expert na coisa e ponha umas backing vocals bem gostosas no palco!

nesse cd, divide os vocais com jord land, michael kiske, um monte de outros, mas principalmente, nessa música, com alice cooper. ao vivo, tenta emular a morta reencarnada e manda legal. mas a música é o que é por ter sido executada por um grande conjunto, que inclui o excelente sasha paeth na guitarra. alice e tobias dividem os vocais, mas quem canta em 90% da música é alice. sem o seu tibre peculiar, unico e macabro a música seria mais uma e o terceiro cd do avantasia teria sido um apenas igual ou um pouco melhor que a primeira parte da metal ópera. essa sacada transformou o cd, a música, transformou o show e deu ao avantasia muito mais do meu escasso respeito.

número 2

ayreon – my house on mars

http://www.youtube.com/watch?v=R_iBH_HYXyc

ayreon é foda.

eu odeio pink floyd. odeio a punheta interminável de suas músicas cantadas com vozes de drogados querendo mais um pico. mas inegavelmente pink floyd é a maior influencia de ayreon. o que não me diz nada a bem da verdade.

até hoje eu nunca me pendurei numa árvore por nove dias para obter o conhecimento supremo, nem mesmo bebi um quarto da agua do oceano ou transformei agua em vinho como minhas grandes influencias fizeram.

esses caras fizeram coisas fantásticas, mas eles serm minhas influencias, não me impede de fazer coisas boas e ruins ou mediocres quase todo o tempo. vide este blog.

ayreon e pink floyd é a mesma coisa. pink floyd é uma merda. está junto com charlie bronha e caetano veloso como as maiores aberrações musicais de todos os tempos, incluindo pagode, sertanejo e axé que vem logo em seguida numa briga de foice para ver quem é mais horripilante.

ocorre que pink floyd ser uma merda não impede do ayreon fazer coisas foda.

my house on mars é a música mais triste que eu já ouvi. me sinto assim quando estou triste ou sozinho. foi lançada em 2000 como parte de um projeto do arjen lucassen sober a história da humanidade. esse projeto tem duas partes. a primeira, onde está my house on mars, se chama dream sequencer e conta a história da humanidade desde o último ser humano vivo em marte, após uma guerra ter destruído a terra e daí vai regredindo no tempo até o ponto em que os druidas habitavam a terra. no segundo cd, uma das grandes obras primas do metal, conta a história da criação do universo a partir do big bang. na verdade, não é a história da terra, nem do universo, mas do universal migrator. uma espécie de inteligencia que… ouça! é melhor!

NÚMERO 1

iron maiden – paschendale

melhor música do dance of death. mas só dá pra descobrir isso depois de ouvir bastante e depois que você souber um pouco melhor o que foi paschendale.

o estilo operistisco do maiden não está presente apenas na voz ou na presença de palco do seu front man. vem de conseguir recriar imagens, idéias, momentos, sensações, histórias numa música com guitarras altas e distorcidas e muito peso e energia. inigualável.

é uma das minhas musicas preferidas. e a melhor musica que eu ouvi nesses ultimos dez anos.

mas é isso.

os grandes nomes não andaram fazendo coisas legais, os novos fizeram, pero no mucho e os novissimos não são lá essas coisas.

angra morreu, shaman morreu, sepultura morreu, foi enterrado e tenta sair da cova. a grande banda de metal brasileira é uma paródia: massacration.

o metal é o filho tosco, vivo e sincero do rock. mas está numa fase ruim. crise da meia idade ou primeira broxada, sei lá o que pega. mas precisa ressurgir.

não achei que bandas com sonoridades novas como o therion ou de grandes virtuoses como o dream theather tenham feito grandissimas coisas ultimamente. a exceção fica pro secret of the runes, do therion. mas é um album grandioso. a força está no conjunto. qualquer música fora dele perde muito.

nightwish foi um grande sucesso fugaz. depois de wishmaster não fez nada de legal. a musa tarja foi-se e acho que quase todo mundo enjoou, a bem da verdade.

as bandas de metal enjoativo como stratovarius e punhetas adjacentes foram uma boa fase. só.

helloween está em coma desde the dark ride. volta e meia dá um suspiro, mas rabbits don`t come easy foi fraco demais. gambling with the devil, mais ainda. keeper of the seven keys: the legacy, tem seus momentos e nada mais.

dio vive de aposentadoria. a mesma coisa pro lemmy e o glorioso motorhead, black sabbath ( cujo vocalista queque prefere aparecer na teve à voltar a comer morcegos) e pro purple que enjoou.

o acdc mantém a grande pegada, mas nada de excelente. black ice é um bom album e só.

o judas a mesma coisa. acho que precisa de mais tempo pra assimilar a volta da nossa primeira dama.

o blind guardian está completamente perdido. desde nightfall nada mais acontece de bom na vida dos bardos. um cd pior do que o outro.

as novissimas revelações não revelam nada. logo, sobrou mérito pra quem conseguiu manter o pique. ou pra alguns que vem tentando criar um pique.

no mais, hoje eu vi uma lista dos maiores e mais importantes quadrinhos do século.

uma lista dessas que não tem o calvin entre os dez melhores (ou onze) não tem condições de ser levada a sério.

não vou tecer maiores considerações.
já estou me sentindo idiota o suficiente de ter feito essa lista!

novembro 20, 2009

correspondencia de fim de ano

Filed under: Uncategorized — Alf @ 11:28 pm

Fala Obama!

Tem ido na Michelle ou já deu de comida ruim?

Seguinte, você sabe que eu acho o Papai Noel, teu Santa (ui!), um escroto. Então, como você agora é o bambambam, você vai financiar uma nova e sensacional empreitada pra ajudar a desenvolver o mundo subdesenvolvido

Então, tô lançando a idéia pra ti:

Preciso eliminar umas pragas que estão infestando minha área. Pernilongos, sãopaulinos, taxistas e tals…

Faria um excelente trabalho com um lança chamas de Napalm. Sacou? Aquele venezuelano que se veste de chapolim vai de troco procê!

Espero a caixa dia 25.

Cola aqui em casa em Janeiro pra nóis assar uma carne e pegar umas perversa!

Abraço, Brô!

PS: seja discreto. moro ao lado de um banco. é desnecessário um helicoptero de guerra pousando no meu quintal.

Alf, o Alf.

 

Alf, seu puto de merda!

Essa história de você estudar União Soviética vai fuder as coisas por aqui. Como vou mandar um lança chamas de Napalm pra um aliado que fala russo? Ninguém acredita que a Guerra Fria acabou!

Faz o seguinte vou dar uma passada no Texas agora em Dezembro, pra pegar umas máquinas, e te levo o pacote nesse churras.

Mas vê se para com essa idéia fraca de queimar torcedor na saída do estádio. Vai pegar mal pra essa idéia de Copa, hein?

Capricha nas perversa, seu cretino! Da última vez uma delas vomitou no Sarkozy.

Barack aka Quem pega o negão não quer mais saber de alemão.

 

Barack,

tu és uma mocinha mesmo!

Deixa que eu cuido da repercussão. Queimar jornalista em Napalm deve dar algum tipo de prêmio.

E se o Sarkuzinho ainda estiver de frescura, fala pra ele liberar a Carlinha pra geral. Ô lá em casa…!

Até!

 

Alf.

novembro 16, 2009

ei, senhor terrorista

Filed under: Uncategorized — Alf @ 9:50 pm

se você quiser explodir o mundo, acredite:

agora é hora!

 

você conta com o apoio tecnológico, moral e ideológico da gloriosa alfinetolândia enterprises!

“eliminando a humanidade por um mundo melhor”

setembro 20, 2009

relações humanas sob à luz da mudernidade

Filed under: Uncategorized — Alf @ 9:29 am

falar sobre o ser humano é algo muito complicado. tem gente que passa 5 anos numa faculdade de antropologia e não consegue. vai pro mestrado e também não consegue.  aí, no doutorado, resolve estudar história, geografia o filosofia porque não chegou à lugar nenhum. psicologia, então, nem se fala… tem umas pessoas que desaprendem como lidar com os outros

claro, afinal, os tipos humanos são os mais diversos possíveis. ainda assim, creio que pra um antropólogo ou psicológo o que falta de verdade é abordar o material certo sob a perspectiva certa. acredito que o mundo muderno dos tempos atuais de hoje em dia dê boas idéias a abordagens.

vejam, por exemplo, europeus em férias. tem uns caras que saem de bairros super organizados e confortáveis em cidades como munique e aí, não satisfeitos com sua vida de europeu-padrão, os caras resolvem vir passar férias no brasil. sacumé, turismo sexual, mulatas sensuais (e loiras, ruivas e morenas também), calor, cerveja, capirinha, comida como eles nunca comeram…. mas, então, não satisfeito com a exoticidade de todo o seu passeio o cara resolve se hospedar na favela.

é isso mesmo. é verdade!

tem europeu que vem pro brasil, se hospeda no morro, dorme no chão do barraco, passeia pela comunidade toda, vai nas melhores rodas de samba e desconfio que até mesmo tenha como atividade em grupo fazer arrastão na orla. no fim, acaba levando cápsulas vazias de balas de fuzil, que ele deve ter pego depois de presenciar um confronto com a policia.

acho que estudar esses caras deve ser algo bem interessante.

e existem mais coisas que a mudernidade traz.

vejam sex and the city, por exemplo. você, que tem uma namorada que gosta, deveria assistir com ela. foi o que eu fiz. você agrada a patroa e consegue créditos gigantes para eventos seus, vê umas minas peladas de vez em quando e de quebra ainda aprende coisas que podem ser importantes.

a série, pra nós, homens, normalmente só se salvaria quando as minas aparecem como vieram ao mundo. mas não é só isso. durante quase todos os espisódios das seis modorrentas temporadas o autores descrevem perfeitamente a característica mais peculiar do comportamente deste estranho, belo, desejado e adorado ser ao qual chamamos de mulher.

penso sinceramente que se houve um cara ajudando no roteiro e história da série ele quis deixar uma prova clara que servirá de documento histórico futuramente, provando quase que irrevogavelmente que as mulheres não sabem o que querem. se não teve, foi o reflexo mais claro da história contada pela autora.

sim, elas não sabem.

não, não seja idiota. é uma generalização. existem exceções, claro. e algumas vezes quase todas sabem algo que querem. mas outras nunca souberam. o que a série mostra é que normalmente as mulheres sabem que sapatos querem. ponto. e mesmo isso leva algum tempo pra ser decidido. se estiverem em comitivia, então….

veja as quatro indecisas da séria,, discutindo todo o tempo todo, sobre algo do que elas reclamam bastante, sofrem, choram, brigam, depois voltam, aí brigam de novo, aí tudo acaba em sexo, chocolate ou alguma moral da história água com açúcar.

isso acontece em todos os episódios.

depois de assistir ao bode, comecei a olhar à minha volta.

desconfio que minha avó nunca tenha sabido muito bem o que queria.

tenho diversas amigas que realmente não sabem o que querem. você conversa com elas e elas mudam constamente os pontos onde parece residir a discórdia, ficando numa confusão enterna.

minha irmã chega ao ponto de não decidir até as 7 da noite se o céu está claro ou escuro. quando chega as sete da noite, ela leva até as seis da manhã pra decidir se está escuro ou claro. mas também  não consegue. aí, depois fica até as sete da noite…

mas minha mãe, por exemplo, já sabe de algo que quer.

esse fds foi com uma amiga para a praia. obviamente, aproveitei pra bagunçar tudo o que eu pude, mas arrumei depois.

então, ontem a noite, fazendo pizza, pensei que tinha três noticiais sobre a pizza. uma boa, uma ruim e uma pior ainda.

a boa noticia é que depois de uns 5 anos sem fazer a tal da pizza, parece que acertei a massa, e então a pizza ficou boa de verdade, como pode ficar num forno de cozinha.

a má noticia é que ela não vai comer por que já acabou.

e a noticia pior ainda é que ela não vai poder reclamar da bagunça porque está tudo arrumado.

hum… pensando bem….

é ilusão minha.

ela vai achar algo pra reclamar. e aí entra o outro lado da história. porque quando uma mulher decide algo, ela dificilmente não consegue fazê-lo.

setembro 15, 2009

rubinho e minha mea-culpa

Filed under: Uncategorized — Alf @ 9:58 pm

Por mais que eu seja um admirador fanático de futebol, e muito, muito mais torcedor fanático ainda pelo Corinthians só tive três ídolos, se é que posso chamar assim, dentro do esporte. Dois deles, incrivelmente, foram na F-1 e um no futebol. José Ferreira Neto, Ayrton Senna da Silva e Michael Schumacher, representam esportivamente coisas que eu admiro.

Eu sou corintiano e não preciso explicar porque sou fã do gorducho que ganhou o título de 90 quase sozinho.

Senna também era corintiano. Bem fanático, como quase todos. Mesmo que isso me faça puxar sardinha para o lado dele, eu mesmo não tenho muitas condições de achar que Senna era mais piloto que Michael Schumacher. Senna era muito mais maluco na fase madura da carreira e corria melhor na chuva. E era corintiano, algo que conta inúmeros pontos, além de ter comido a Xuxa quando todo moleque brasileiro ainda pagava pau praquela loira morfética.

Michael Schumacher tem uma história muito corintiana. Muito antes de ser o melhor do mundo, nasceu numa familia pobre, numa região pobre da Alemanha Ocidental, onde o seu pai, um padeiro quase falido, vendo a paixão do filho por máquinas velozes e carros, acabou por construir com suas próprias mãos com peças de carros abandonados, um Kart onde Michael começou a praticar o esporte e ganhou alguns campeonatos. Schumacher, diferente de Senna manteve o velho espírito de doidera da F-1 por menos tempo que o brasileiro. Só foi louco no início da carreira. Até o primeiro título, no fatídico ano de 94.

Mas ele reconstruiu a Ferrari praticamente sozinho também. Foram sua a orientação e idéias que trouxeram a Ferrari de volta ao topo da F-1. Até que ele ganhasse um título com a Ferrari, acho que foram mais de 20 anos de seca. Algo bem corintiano, diga-se de passagem… Após o primeiro título, conquistou mais quatro com a Ferrari e, conquistando ao todo 7 títulos e batendo todos os recordes possíveis. E Schumacher só perderia facilmente para Senna embaixo de muita chuva, por que também mandavam bem em pista molhada, ainda que um terceiro piloto, que só agora consegue fazer com que eu volte a nutrir certa admiração por ele tenha sido o único melhor que o alemão em pista molhada: Rubens Barrichello.

Era primeiro de Maio de 94. Um domingo quase como outro qualquer, se não fosse o primeiro feriado com o qual eu dei conta que teria sido um terrível desperdicio de energia de vagabundagem, zoação e aloprações, se tivesse sido um feriado de Dia do Trabalho anormal apenas por ter caído num domingo. Foi o dia em que o Segundo ídolo que eu tive no esporte, Senna, bateu a cabeça e as botas na Tamburello, em Ímola, pista localizada no mais do que completamente inútil país de San Marino. Acho que a única glória esportiva, ou qualquer glória de qualquer espécie, de San Marino foi ser o lugar onde um dos mais cultuados pilotos de todos os tempos foi desta para uma melhor.

Nesse mesmo fim-de-semana, um jovem brasileiro, corintiano e promissor piloto na F-1 sofreu um sério acidente que quase acabou com sua carreira e com a sua vida.

Sobre os infelizes ombros de Barrichello caíram muito mais que as esperanças de vitória de um povo imbecil, num esporte que aprenderam a gostar. Brasileiro, de fato, é um povo rídiculo. Se eu acho qualquer tipo de nacionalismo algo totalmente escroto, ser nacionalista num país que preza por fuder sua vida 366 dias por ano, bissexto ou não, é uma idiotice sem tamanho. Seleção brasileira é divertido, mas nada além disso. Prefiro mil vezes o Curintia campeão brasileiro que o “Brasil” campeão do mundo. Não, não acho que a culpa é só dos políticos. Eles são um sintoma, não a causa.

Outro sintoma de como “brasileiro” é um tipo idiota é a cobrança que Galvão Bueno e os pretensos fãs de última hora fizeram com o moleque.

Eu tinha um amigo cujo apelido, não por acaso, era Bozo. Bozo e nossos outros amigos me enchiam o saco por causa da minha torcida pelo alemão. Diziam eles que o “Rubinho é MUUUUUITO melhor que esse Schumacher ruinzão”. Dizam todos, diziam sempre. Quer dizer… como todos bons são paulinos (não tinha como deixar passar), só assistiam as corridas da madrugada quando aprontavámos alguma balada num lugar com teve. Sequer viam as outras corridas pra poder falar algo. Então, fui pegando antipatia com o Rubinho. Motivo idiota, pois adolescencia é um idiota, afinal. Todo mundo foi adolescente um dia, pena que não foi um só dia. Que eu torcesse pelo Schumacher, era uma coisa. Mas pegar antipatia pelo Rubinho é algo que só um cara frustrado por não ter feito o xaveco certo na gostosa da balada pode fazer, quando tem a idade certa pra esse tipo de rídiculo.

Pois bem, o tempo foi passando. E aos poucos eu fui parando de acompanhar a Formula 1. Desde o quarta título do Schumacher eu já não via direito. Me preocupava muito mais com o futebol que sempre curti de verdade. E como chegava a época dos primeiros vestibulares, dos xavecos feitos do jeito certo, das bebedeiras que acabavam bem, eu fui aos poucos deixando a f-1 de lado.

Mas nunca entendi porque idolatravam tanto o Rubinho. Ele era um ótimo piloto. Teria sido o melhor de sua geração se não tivesse topado com o melhor de todos à sua frente. E como não entendia a carga imposta em cima do cara, achava que ele só não ganhava quando tinha chance porque era obrigado por contrato, como foi feito em 2002, na Áustria, quando deixou Schumacher passar na última curva.

Ele também não conseguia encarar o Schumacher usando o que pudesse usar de seu potencial, por que Rubinho é evidentemente uma pessoa que não é gananciosa. Ele ganhou muito dinheiro com a Ferrari. Ele ganhou um respeito mundial no circo da F-1 que quase nenhum piloto tem. É extremamente querido em todos os lugares onde passou. Ele tem uma veia para certar carros e desenvolver os projetos como talvez nem Schumacher tenha tido. Talvez só Piquet tenha tido uma sensibilidade tão grande. O prórpio Schumacher sempre ressaltava como gostava e como respeitava Barrichello e quão importante era ele. Rubinho não ganhava porque jogava pro time. Além disso, ele é geminiano. E quando ele não fode as coisas, a maldição dada pelo universo em seu nascimento em 23 de maio faz com que a zica caia em cima dele.

Rubinho é azarado pra caralho. É um puta dum piloto, mas teve que competir com o maior de todos com a responsabilidade de substituir o segundo maior de todos, mas o que era o mais querido no país onde os dois nasceram. Ele fritou por um tempão nessa onde de piloto de time, piloto bom, mas não o maior, piloto bem sucedido mas não reconhecido em casa (tá vendo como nacionalismo é uma merda?).

Quando nada disso acontecia, todas as merdas de quebras, panes e acidentes aconteciam com ele. Acontecem até hoje, aliás. Eeste ano ele teve 7 quebras e erros de equipe contra um do seu companheiro de equip e líder do campeonato, Jenson Button.

Só que ele já foi duas ou três vezes vice-campeão mundial e escreveu seu nome na história da Ferrari e da F-1 como o piloto que mais GPs disputou. E agora, quando ninguem mais lembrava o acreditava nele, parece poder disputar pra valer o seu primeiro título na F-1.

Agora vejam outros lados:

Felipe Massa recebeu uma Ferrari pronta para ganhar. Teve a equipe trabalhando para si, contou com a sorte duzentas vezes, mas teve azar também. Não teve que disputar o título que pode disputar com o melhor da história. Disputou com uma promissora revelação, que na verdade, não tem nada demais. E não conseguiu o título, porque deixou escapar pontos por burrices e imprudencias.

Massa é adorado por um monte de fãs de fim de campeonato. Rubinho não. Rubinho é detestado. E eu não estou falando de piadas. Massa é um bom piloto, mas Barrichello é melhor. Barrichello teve muito azar a carreira inteira, conseguiu ficar onde está até hoje por competencia. Massa teve muito mais sorte que azar e ainda não teve tempo de mostrar se vai ser realmente competente, ou se vai ficar pra História como mais um da espécie dos Michelle Alborettos da vida. Um desastrado que deu sorte uma época.

Brasileiro tem memória curta e não deve se lembrar das piadas de antes e depois da morte do Senna. Em 93, em seu último ano na McLaren, muitas vezes foi chamado de tartaruga e houveram muitas piadas e insinuações de porque ele sempre estava atrás do Prost. Aqui, todo mundo vira santo e ídolo só depois que morrer.

Massa é reflexo da parte mimada e incompetente de um povo mimado e displicente. Foi idolatrado agora. Quem sabe amanhã?

Vai Rubinho! Tenta ganhar esse campeonato! Ganha e se taca fogo dentro do carro que você vira herói nacional!

Vai todo mundo dizer que NUNCA te xingou.

julho 21, 2009

futebol e as mulheres

Filed under: Uncategorized — Alf @ 12:22 pm

os estudos mais recentes sobre o esporte mais popular do planeta, dizem que ele explica, definitivamente, o mundo.

bem, se futebol explica o mundo, ou não, vai da paixão que cada pessoa tem pelo glorioso esporte bretão.

acontece que o mundo explica uma parte bem importante do futebol.

as mulheres, ou melhor alguns tipos de mulheres, e seu relacionmento com o dinheiro eo marido, podem explicar o comportamento de torcedores de alguns clubes.

eu explico.

e como moro em são paulo, explico pelos clubes daqui.

veja, sabe aquela senhora italiana.? 4 filhos bem criados com pastacciuta e vinho. já tem 12 netos. e logo chega o primeiro bisneto. seu marido, é um velho bonachão e simpático italiano. porém, as vezes briguento e rabugento, outras chorão. mas é muito respeito e querido pela familia, colegas e amigos.

esta senhora briga com o marido por tudo o que ele faz. implica com o menor de seus hábitos. reclama dele para filhos e netos, e também para toda a vizinhança a todo o momento.

quando ele tem dinheiro, reclama que ele precisa gastar. quando ele gasta, reclama que deveria guardar. quando ele não tem, reclama que deveria ter guardado e trabalhado mais.

só que quando ele, o marido bonachão, fica doente ou tem alguns problemas, ela, a esposa implicante, praticamente morre pelo marido. ela é chata, cobra, implica com absolutamente tudo. mas está com ele.

essa mulher é a torcida do palmeiras.

agora pense numa coroa enxuta. ela está bem, mas não tem o brilho de antigamente, de quando era casada com aquele moço brilhante, bem sucedido, admirado e querido por todos. era, porque ele morreu.

essa coroa, que ainda tem parte da beleza dos velhos tempos, volta e meia arruma um garotão para passar bons tempos. por sua vontade de viver e incapacidade de se entregar aos problemas e perdas, ela tem a admiração de todos.

essa coroa, é a torcida do santos.

pense na amélia. aquela da música. ela mesma. aquela que era mulher de verdade. aquela que quando ele não consegue, ela resolve sozinha. e nunca, nunca o abandona.

amélia, é a torcida do corinthians.

agora pense naquela menina linda filha de políticos no brasil. vem de uma familia muito rica da classe política e casou com um grande empresário. seu pai, um político influente, arranjou alguns contatos “meio obscuros e questionáveis”. assim, o marido construiu uma grande mansão. agora, ele é rico e tem uma bela casa.

só que como toda empresa, as vezes as pessoas passam por dificuldade. a menina chorona e mimada, toda vez em que o marido chega perto da falência, ela vai embora e ameça nunca mais voltar enquanto ele não for rico de novo.

essa, bem, essa é a torcida do são paulo!

entendem como a coisa funciona?

mentiras

Filed under: Uncategorized — Alf @ 12:21 am

mentir é um ato tão humano quanto guerrear, trepar, beber comer ou respirar.

quem está falando que nunc mente, está mentindo.

claro que existem pessoas que prezam por não ter A mentira como modo de viver. aquela gente que não vive eternamente de 171 e não precisam ficar desconfiando de todo mundo. como não vivem passando ninguem pra trás, também não tem muitas preocupações neuróticas de ser passado para trás.

eu minto? sim! minto muito? não muito..

mas lhe advirto que se vc conseguir mentir para mim você pode se considerar um eximio mentiroso. só não pense que por não ter lhe esbofeteado a cara, eu acreditei em você, ok?

bem, com esta característica infernal de sacar mentiras, achei pertinente que junto com o “dossiê dormesujo” eu discorresse tambpem sobre este divertido ato de por um nariz de palhaço na fuça alheia.

primeiramente, devo lhes informar, bando de malditos, que existem apenas três tipos de mentira:

para tanto, irei usar as GRANDES MENTIRAS DA HUMANIDADE, frases universalmente reconhecidas como mentiras, mas que por serem idiotas e confiarem em gente estúpida vocês caem a todos os momentos.

o primeiro tipo são as mentirinhas. são aquelas que você conta com o intuito de puxar papo, aliviar um pequeno stress ou dar umas risadas sem muitas consequencias medonhas, a principio. então, talvez, a maior delas seja exemplificada no seguinte dialogo:

– eae, cara!!!

– eae, mano! tudo bem?

– porra, há quanto tempo! que cê anda fazendo?

– ah, nada demais… aquela vida de sempre. acabei de sair do trabalho e estou indo pra casa.

– pô, podescrer… mas vamos tomar uma cerveja. vamos por o papo em dia. senta aí, velho!

– nem posso! os pais da minha esposa vão pra casa logo mais e você sabe como é…

– ih, rapaz! nem esquenta!! é só uma cerveja!!

horas depois de uma conversa extremamente engraçada e de várias cervejas (e muitas mentiras també, pq não?),  o bom pai de familia, chega em sua residência trançando as pernas e encontra a esposa chorando com a mãe ao seu lado e o pai caçando a ultiam cerveja importada na geladeira.

o resto? o resto é história…

todos sabem que não existe essa história de UMA cerveja. ou você fica até te chamarem pra algo melhor, ou até o papo acabar, ou normalmente, até o bar fechar. esta é a primeira grande mentira da humanidade. e também o melhor exemplo de uma mentirinha, já que não teve por intenção ludibriar ou prejudicar alguem. uma cerveja, na verdade, é praticamente um mito, parte do folclore dos botecos nacionais!

o segundo exemplo do primeiro tipo de mentiras, a mentirinha, é o famoso jargão virgem-pueril só a cabecinha.

está lá o casal se pegando nas escadas do prédio e o clima começa a esquentar. a renata começa a ficar mais e mais vermelha, quase roxa, as vezes. o leandro, começa a suar e tremer as pernas. de repente, caem peças de roupas, e a menina, naquele medo cabaço de cabaço fala:

-aí, lê! ainda não! não tô pronta.

-calma, rê, não vai doer nada! vou por só a cabecinha.

eu nunca soube de um caso onde esta mentira tenha funcionado. até mesmo porque pau não tem ombro. mas mesmo eu já a utilizei. lá pelos meus longinquos 15 anos.

um outro exemplo de mentirinha, mas que não faz parte do rol das grandes mentiras da humanidade, é a reação usual a diuturna abordagem mendicante no farol.

– aê, tio! descola um trocado!

nesse mesmo instante você lembra do cinzero abarrotado de moedas de 1 real e lança para o moleque remelento vestindo uma camisa velha do curintia, que provavelmente lhe abordou por você tambem vestir uma camisa do coringão:

– pô, corintiano! nem tenho mais! dei a ultima moeda no outro farol!

o moleque abre um sorriso:

– firmeza, tio! a gente se vê no pacaembu! (esta também é outra mentira. mas não entra nos autos)

o segundo grande tipo de mentiras é muito mais sério. são as grandes mentiras:

um belo dia, você, bela moça, no alto de seus 21 aninhos, crescida nos jardins, estudante das melhores escolas de são paulo (ou qualquer escola cara, que o dinheiro pode pagar, em qualquer lugar do mundo) e que vai todo dia pra academia pensando em como ganhar um marido rico, vai com seu atual namorado filho de banqueiro ao motel.

lá, ele saca uma camera, e você, a principio fica timida. mas vai se soltando, fazendo poses mais e mais sensuais e, por fim, se deleita imaginando sua conta recheada de dinheiro, pois imagina que está posando para o jr. duran e vai sair na playboy do próximo mês. a foda é inesquecivel (ela nem tem idéia), mas acaba. aí…

-amor, só não mostra pra ninguem essas fotos! eu fiz porque amo você e quero que você sempre lembre de mim quando eu estiver longe.

– claro, amor! pode deixar que depois eu apago!

pronto! fudeu! e de um jeito terrível!

esta, até hoje, não era considerada uma das três grandes mentiras da humanidade. até mesmo porque elas só eram três. mas achei por bem aumentar o número para 4 e esperar a 5 grande mentira, que a modernidade vai se encarregar de trazer.

seis meses depois (ou nem isso), o namoro acaba com a mina pegando um outro cara e o namorado sabendo pelos amigos de faculdade.

aí, a moça vai se lembrar pra sempre do seu momento inesquecivel!

apenas esqueceu que não era uma das putas da playboy na grécia. mas sim, uma das putas dos jardins na anchieta. aí, é tarde! você vai ficar famosa no mundo inteiro! mas não do jeito que queria. até mesmo porque a playboy é muito careta para o seu talento artistico.

outro exemplo de grandes mentiras é dado bienalmente. sequer vou explica-lo. apenas sua menção vai você entender, após o exemplo anterior, que grandes mentiras, são aquelas em que caímos e que fodem nossa vida por um grande tempo.

– se eu for eleito, prometo…

se uma camera e umas cervejas na cabeça, fodem sua vida mais que seu ex fez durante todo o namoro onde vocês estouraram o cartão no motel, essa frase fode a vida de todo mundo por 4 anos, no minimo. e até hoje, ninguem descobriu um bom meio de escapar desta grande mentira da humanidade.

por fim, resta o terceiro grupo de mentiras humanas. nele está contido todo o resto, ainda que não seja de maneira explicita.

o que ninguem sabe é que este é o pior tipo de mentira. aquela em que todo mundo acredita porque um babaca que sabe usar uma calculadora cientifica ou leu pela metade um livro mal-escrito e pessimamente traduzido do idioma germânico, disse que era o mais perfeito reflexo da realidade pois eram dados estatísticos.

a estatística é o pior tipo de mentira da humanidade. e diferente das outras, aquela em que quase todos acreditam por que realmente acham que é verdade.

e a estatística engloba todos os outros tipos de mentira. quando não por apresentar numeros, por apresentar um grande número de idiotas que acreditam nela.

pense que, num belo dia, você está na faculdade fumando e tomando um café. de repente, chega aquele seu amigo que não acredita em propriedade privada e te chama para uma cerveja antes do próximo período.

obviamente, iludido pela retórica extremamente convicente da maior mentirinha da humanidade você aceita. claro que o fato do seu amigo ser o maior porra louca e ter histórias engraçadas e amigas que também não acreditam em propriedade privada (principalmente aquelas que estão no meio das pernas, o que é extremamente animador) e que são ajeitadas, também pesa.

então, vocês tomam um engradado de cerveja e descobrem que estão atrasados pra aula. seus amigos não estão nem aí, mas você quer voltar pra aula.

acontece que boa parte do grupo se dispersou e todos resolvem voltar. no caminho, um deles acende um baseado e te oferece. você recusa. então, seu amigo lança:

– pô, não entendo você! você é mô careta, aí! deixa de ser filhonho da mamãe! ninguem vai te chamar de bandido… é estatisticamente comprovado que maconha mata menos que cigarro.

você, ser ingênuo, até pensa nisso. mas esquece uns dias depois, já que você nem curte o cheiro de maconha.

ficam apenas duas coisas gravadas nos confins de sua mente: o fato de que você vai ter que entender que maconha é legal porque mata menos que cigarro! estatisticamente comprovado!

nem lembra que seu amigo, e nem você, pensaram que podem existir milhões de motivos para que você não queira fumar maconha. e nenhum deles relacionado com preconceito ou com números sem cabimento.

você até mesmo esquece que enquanto seu amigo o critica por não fumar, você não o criticar por o respeitar. mas ninguem liga pra coisas que os números crus não mostram.

mas nem encane! elas são dificeis de entender! até poderia usar mais exemplos, mas depois ligo esse texto com a próxima parte do “dossiê dormesujo”

mas sim, essas coisas são muito dificies. tanto é que algum economista ou sociologo de renome e com muitos livros vendidos, fez os números pensarem para você e decidirem sua vida.

junho 26, 2009

dormesujismo – 1

Filed under: Uncategorized — Alf @ 7:06 am

dormesujo é uma expressão que é muito utilizada por qualquer pessoa que ingresse no meio universitário. mesmo que essa pessoa não saiba, ela usa essa expressão constantemente pois o dormesujo é o elemento fundamental da universidade.

existe dormesujo que nunca foi pra faculdade. mas não tem faculdade que não tenha um dormesujo em seus bancos.

entretanto, definir o caráter deste ser de uma maneira permanente é algo que irá demandar muito tempo de pesquisa e desenvolvimento. a cada dia surgem novas práticas dormesujas, novas espécies e ao mesmo tempo, certas coisas deixam de ser dormesujas porque o mundo também muda.

desta forma, iniciará aqui, uma série de relatos que visarão entender melhor tal sub-gênero da raça humana.

primeiramente, colocamos que a única maneira cientificamente conhecida de organizar as idéias a respeito do dormesujismo é tentar utilizar uma imagem -imperfeita, por sua vez, como toda imagem- que seria uma espécie de diagrama de concentração de caracteres dormeusjisticos.

ou seja,deve-se imaginar vários circulos que representam conjuntos, e esses conjuntos representam caracteristicas de dormesujismo ou grau de dormesujidade. cada um desses conjuntos tem uma cor especifica, e cada um desses conjuntos se entrelaça mutuamente para que seja formada representação imagético-matemática do dormesujo em questão. futuramente, esse diagrama será exibido para ilustrar melhor a questão. entretanto, se faz necessário que se conheça um pouco melhor algumas das características da espécie estudada.

primeiramente, saliento que só existe uma caracteristica dormesuja que é anômala e não necessita entrar em contato com catalisadores ideológicos, ou quaisquer outros catalisadores,  para que exista e transfome o individuo num dormesujo. a cobaia, ou melhor, o individuo, pode não ter nenhuma das outras, mas se tiver essa será inquestionavelmente um dormesujo.

dormesujo que é dormesujo alfa, dominante, ou membro do dce da usp é contra a propriedade privada!

num dos experimentos realizados, uma das espécies observadas ressaltava seu desejo de viver num mundo onde não existisse algo que fosse só de um individuo qualquer.

esse tipo de desejo coletivista é um dos indicios mais evidentes da grosseira falta de auto-referencia deste tipo humano que, por sua vez, também é um dos catalisadores mais fortes dos graus de dormesujidade.

nessa experiência realizada de maneira empírica, o individuo em questão, minutos antes de iniciar suas arengas por um mundo sem propriedade, resenhava oralmente sobre um aposento de sua residência familiar, onde nenhum outro de seus convives tem acesso, pois tratar-se-ia de uma espécie de templo para reflexão e meditação.(esse ponto foi posteriormente confirmado como fraude, pois dormesujo não ouve ninguem. logo, não pode fazer reflexão. adiante, também será analisado este importante ponto). ressaltava que era importantissimo que nenhum outrem tivesse acesso àquele templo, sob pena do aposento ter sua vibração energética alterada.

minutos depois das considerações mistíco-espaciais, o individuo observado ressaltava:

-imagina que legal um mundo onde sua casa não é a sua casa! todo mundo pode dormir lá e você pode dormir onde quiser também, sem se preocupar se vai incomodar alguém.

observações anteriores já apontavam para a fragilidade de diversos argumentos, visto que a maioria deles estava embasada numa necessidade fora do comum de festejos e confraternizações e também uma carência sexual incrivel.  outras observações também mostraram que o desejo do individuo em questão, era transformar sua área vaginal em propriedade coletiva. no jargão coloquial para que a idéia seja melhor entendida, queria sbórnia e putaria sem limites.

faz-se necessário um parenteses onde cabe salientar que a necessidade de sbórnia e putaria sem limites é inerente ao ser humano. entretanto, os dormesujos encontrar diversas maneiras de constestar sua insatisfação com a “sociedade moralista e conservadora”, sem que assumam explicitamente tal desejo de putaria, caracterizando a hipocrisia como outra caracteristica dormesujistica, mas somente quando aplicada à formas de contestação política, ideológica ou social.

entretanto, os argumentos para a coletivização da propriedade vaginal do individuo em questão, disfarçada sob uma máscara de coletivização imobiliária,  se mostraram frágeis logo à primeira contestação mais razoavel.

– então, vc gostaria que diversas familias as quais você não conhece morassem com você na sua casa?

-SIM! isso seria fantástico! seria muito divertido!

– e a casa não seria de ninguém, nem teria aposentos definidos?

– não! todo mundo poderia fazer o que quisesse!

– e quanto ao seu quarto especial onde ninguém entra?

– o que tem ele?

– como você manteria ele, nessas condições? seria possivel conciliar sua vontade de um espaço só seu com essa organização?

– não, não seria! mas todo mundo  ia ter que entender que aquele é o meu espaço.

– as pessoas já entendem. você concorda?

– não! por que tem muita gente que não tem onde morar!

– e qual relação você faz com o problema habitacional do mundo, ou de uma cidade como são paulo, com a propriedade privada?

– como tem coisas que só são de uma pessoa, outras ficam sem. por isso que o ideal é que nada seja de ninguem.

– então, porque vc não abriga uma pessoa sem moradia nesse seu quarto?

– ah, aí não dá!

o dialógo acima mostra claramente que os argumentos apresentados por esta espécie de dormesujo universitário, normalmente são muito inconsistentes, não resistindo a observações pontuais sobre a contraditoriedade de suas idéias.

no relato subsequente, prosseguirão as observações, dando atenção ao ponto destacado em negrito no diálogo acima: o autoritarismo enrustido.

outrossim, as idéias de abolição da propriedade privada serão melhor trabalhadas durante toda a experiência, tendo como pano de fundo as outras características dormesujisticas.

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