Alfinetolândia

Abril 22, 2009

das paixões e do homem

Arquivado em: Uncategorized — Alfinete @ 12:22 pm

esses dias eu andei vendo documentários importantissímos sobre maravilhas da humanidade.

no primeiro que eu vi, num sábado modorrento no trabalho, “heavy metal : a headbangers journey” o autor faz um documetário sobre a história e a atual vida do estilo de música com os fãs mais apaixonados.

ele começa falando de sua paixão pelo iron maiden que o levou a entrar de cabeça no mundo do metal.

num dado momento, entrevista um dos ícones “cults” do heavy metal, rob zombie. rob diz uma frase que define muito bem a paixão.

“ninguem deixa de ser metaleiro. ou vc é ou nunca foi. niguem diz que gostou de slayer num verão. normalmente os fãs tatuam o slayer no peito”.

é assim que o apito toca. 

normalmente, os fãs começam invariavelmente por iron maiden ou metallica.

e é fácil descobrir se um dia eles podem deixar o metal de lado e se tornarem parte do que “nunca foi”. 

qual o album preferido desses dois? fear of the dark e black album?

sorry! vc tem grandes chances de um dia vender seus cds e virar um grande fã de zé ramalho.

no caso do metallica, é fácil de observar o porque. black album é o album comercial “per excellence” do metal. 

no caso do iron, é impossivel aplicar esse mesmo ponto. não existem albuns comerciais da donzela.

mas talvez fear of the dark seja o pior dos grandes albuns do iron. daqueles que ecoaram pelo mundo, mesmo sem ser tocado em rádio, fear of the dark é o album que marca um ponto importante na história da banda, que ilustra bem como as coisas morrem pra renascer depois. é um album mediano, em se tratando de iron maiden. o que já mostra enormidade da banda.

outro documentário importante foi flight 666, sobre “a somewhere back in time tour”.

dada a logística e idéia da empreitada, é com certeza uma das maiores turnês da história. o filme mostra isso e mostra um pouco daquilo que pouco é revelado: a vida do maiden a partir de seus integrantes.

num momento do filme, é filmada uma entrevista do bruce com um jornalista de uma grande rádio americana.

o cara pergunta ao bruce se aquela turnê foi pra relembrar os bons e velhos momentos.

irritado, bruce responde que não. a turnê é pra aqueles que nunca viram, possam ver músicas que o iron não toca a 25 anos.  isso é intercalado com comentários de que a platéia do iron é mais ou menos a mesma.

isso me mostrou no filme algo imporntante. metaleiros, sãojovens que crescem com algo de diferente. que não aceitam tudo o que lhes é dado. que a música nesse ponto cumpre seu papel. encontrar o mundo através de si mesmo.

é outra coisa que ilustra bem a paixão. 

 

e o terceiro foi fiel, o filme.

aqui só cabe uma passagem, inspirada em o que rob zombie disse.

“corinthians: ou vc é ou nunca foi. ninguem gosta do corinthians pq o corinthians ganhou algo. mas pq o corinthians nunca para de lutar”

corinthianos e metaleiros são assim. eles encontram o mundo através de si mesmos. de suas paixões.

de sempre lutar. de mesmo perdendo, nunca desistem.

se o futebol é uma metáfora que ilustra o mundo, isso mostra como e porque certas coisas morrem e outras permancem.

pq elas nunca sucumbirão a modinhas ou grandes derrotas.

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